A escoliose tem uma tendência a ser genética na maioria dos casos em que elas “aparecem” em torno dos 10 anos de idade da criança. Pode ser que pais, irmãos, avós, tios, primos da mesma ou de outra geração tenha e essa carga genética esteja na família.
Por isso, quando descobre a escoliose, uma investigação familiar deve acontecer.
A escoliose acontece mais em meninas do que em meninos, portanto fique de olho em casa.
Vou te ensinar a observar os principais pontos e fazer o teste em casa, vamos lá?
Observe se os joelhos estão um “olhando” para o outro? Responda: Sim ou não.
Os quadris estão alinhados? Responda: Sim ou não.
As cinturas estão desalinhadas (Uma mais reta do que a outra)?
Responda: Sim ou não.
Os ombros estão desalinhados?
Responda: Sim ou não.
Observe o quadril novamente, permanece alinhado?
Responda: Sim ou não.
As cinturas estão desalinhadas (Uma mais reta do que a outra)?
Responda: Sim ou não.
As escápulas (asinhas) estão desalinhadas, e/ou uma mais saltada que a outra como se fosse um caroço?
Responda: Sim ou não.
Se você teve 3 ou mais respostas sim, já é um alerta para buscar um profissional capacitado.
Esse teste é padrão ouro para saber se precisamos investigar mais esse paciente.
Peça para o seu filho/filha inclinar o corpo fazendo uma flexão de tronco, assim como no desenho, você deve se posicionar atrás dele/dela, e sentado em uma cadeira para melhor visualização da coluna (na altura do quadril).
O teste é positivo se a criança tem uma saliência nas costas podendo ser ou na lombar, ou próximo a escápula (asinha), ou pode ter nos dois locais.
A Giba pode ser bem discreta, então fique atento se tem um diferença nem que seja mínima, porque a escoliose é traiçoeira e rapidamente em um estirão ela piora.
A escoliose, quando identificada precocemente, pode ser acompanhada e tratada de forma muito mais segura e eficaz.
Se você observou alguns dos sinais descritos ou se ainda tem dúvidas sobre a postura e o desenvolvimento da coluna do seu filho, o próximo passo é buscar uma avaliação especializada.
Cada caso é único e merece um olhar atento, humano e baseado em evidências.
Agendar uma avaliação é um gesto de cuidado que pode fazer toda a diferença no presente e no futuro da saúde da coluna.